
Endometriose altera sistema reprodutivo e reduz chances de gravidez natural
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
A endometriose, caracterizada pelo crescimento de tecido endometrial fora do útero, é uma das principais causas de infertilidade feminina. Dados da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA) apontam que a condição atinge cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva e está presente em até 50% daquelas com dificuldades para engravidar.
Impactos da endometriose na fertilidade feminina
Segundo o cirurgião oncológico e ginecológico Tiago Castilho, a doença provoca um estado inflamatório crônico que pode alterar a anatomia da pelve, desregular hormônios, obstruir trompas e reduzir a qualidade dos óvulos. Enquanto a taxa média de fecundidade por ciclo gira em torno de 20% em mulheres saudáveis, a presença da endometriose reduz essa probabilidade para índices entre 2% e 10%.
Diagnóstico especializado e planejamento individual
Apesar do impacto na fertilidade, a doença não inviabiliza a gravidez de forma definitiva nem exige cirurgia em todos os casos. Para quadros anatômicos graves, uma revisão da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana apontou taxa de 43,8% de gestação após a remoção de endometriomas.
Tratamentos e chances de gravidez
Como a patologia pode ser assintomática, o diagnóstico correto depende de exames especializados, como a ressonância magnética e o ultrassom transvaginal direcionado. As decisões terapêuticas devem ser individualizadas, avaliando idade, reserva ovariana e planejamento reprodutivo.
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Crédito da apuração original: G1
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