
Ensaio clínico avalia terapia injetável para controle do HIV com três aplicações anuais
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Resumo Rapidim · 15% do texto original
Um estudo clínico internacional de fase 3, denominado CUATRO, está testando no Brasil um tratamento injetável inédito contra o HIV com aplicações administradas a cada quatro meses. A pesquisa avalia formulações de ação ultralonga dos antirretrovirais cabotegravir e rilpivirina para verificar se apenas três ciclos anuais de injeções intramusculares conseguem manter o vírus controlado com eficácia e segurança.
Como funciona o estudo CUATRO no Brasil
O ensaio clínico prevê reunir cerca de 564 voluntários em diversos países, com acompanhamento até 2029 e divulgação dos resultados principais prevista para o segundo semestre de 2027. No Brasil, 65 voluntários já ingressaram no estudo e outros cinco passam por triagem. A antropóloga e ativista Pisci Bruja foi a primeira participante no país a receber as doses desse braço da pesquisa, em procedimento realizado em São Paulo.
Benefícios do intervalo prolongado para os pacientes
O protocolo é voltado especificamente para pacientes que já apresentam carga viral suprimida pelo tratamento convencional. Segundo o infectologista José Valdez Ramalho Madruga, do Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids de São Paulo, o espaçamento entre as doses atenua o estigma social enfrentado por quem toma remédios diariamente, além de beneficiar indivíduos que sofrem com intolerância gástrica ou esquecimento.
Perspectivas de aprovação e incorporação no SUS
Embora versões de ação prolongada dessas substâncias já possuam aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para intervalos menores, a formulação ultralonga ainda precisa demonstrar eficácia clínica sólida. Uma futura distribuição gratuita pelo Sistema Único de Saúde dependerá da conclusão dos testes, da validação regulatória e do parecer da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS junto ao Ministério da Saúde.
Assuntos
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- saúde
- sus
Crédito da apuração original: G1
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