
Escaneamento a laser 3D monitora conservação do Museu do Ipiranga em São Paulo
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade de Ferrara, na Itália, utilizaram uma tecnologia de escaneamento a laser em 3D para monitorar a estrutura do Museu do Ipiranga, na Zona Sul da capital paulista. O método, o mesmo já aplicado no Coliseu de Roma, cria um modelo tridimensional detalhado para prevenir problemas estruturais e acompanhar a conservação do edifício após as obras que o mantiveram fechado por nove anos.
Tecnologia de ponta e criação do gêmeo digital
O mapeamento foi realizado entre setembro e outubro deste ano, de maneira gradual para não interferir na visitação pública. O equipamento portátil emite feixes de laser com precisão milimétrica, registrando coordenadas que revelam desníveis, variações de umidade e sinais de mofo. A partir dos dados, os especialistas criam um "gêmeo digital" do prédio histórico, o que possibilita comparar a situação atual com levantamentos de 2017 e 2018, além de simular os impactos de eventos climáticos extremos.
Detecção de umidade e prevenção de danos
A cooperação científica é coordenada pelos professores Beatriz Kühl, da FAU-USP, e Marcello Balzani, da instituição italiana. Inaugurado em 1895 e tombado nos âmbitos municipal, estadual e federal, o Museu do Ipiranga é o mais antigo museu público da capital e abriga mais de 450 mil itens em seu acervo, incluindo a pintura "Independência ou Morte", de Pedro Américo.
Assuntos
- museu do ipiranga
- escaneamento laser 3d
- gêmeo digital
- conservação histórica
- usp
- fau usp
- preservação do patrimônio
- patrimônio histórico
Crédito da apuração original: G1
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