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Especialista alerta para impactos do preconceito contínuo na saúde mental de minorias

Especialista alerta para impactos do preconceito contínuo na saúde mental de minorias

G1há 21 h
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Em palestra no evento Neuro 2026, o psiquiatra e psicoterapeuta Bernardo Rahe alertou sobre os impactos neurológicos gerados pela exposição contínua ao estresse em minorias que enfrentam preconceito. Especialista no atendimento a pessoas transgênero, o médico explicou que experiências recorrentes de estigma, discriminação, bullying e rejeição provocam danos profundos à saúde mental dos indivíduos.

Efeitos da discriminação contínua e hipervigilância

O psiquiatra detalhou desfechos como a hipervigilância e o mecanismo de camuflagem, conhecido como *masking*, no qual a pessoa oculta traços próprios para obter aceitação. Embora possa aparentar funcionalidade, esse esforço contínuo gera exaustão, ansiedade, depressão e isolamento. Rahe reforçou ainda a relevância de validar os relatos das vivências dos pacientes como informação de valor científico.

O mecanismo de camuflagem e a exaustão emocional

Entre os dados apresentados, destacou-se que a prevalência estimada do Transtorno do Espectro Autista, que varia de 1% a 2% na população geral, chega a 11% entre pacientes acompanhados por disforia ou incongruência de gênero. Por fim, o médico defendeu a consolidação de vias de proteção, acessibilidade e escuta para evitar que a diferença resulte em desvalorização.

Assuntos

  • saúde mental de minorias
  • impactos do preconceito
  • estresse crônico
  • hipervigilância
  • masking
  • saúde mental trans
  • autismo e disforia de gênero
  • bernardo rahe

Crédito da apuração original: G1

Ler matéria completa em G1

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