
Especialistas debatem planejamento e autonomia de pacientes com demência
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
Durante o 13º Congresso de Geriatria e Gerontologia do Rio de Janeiro (GeriatRio 2026), especialistas debateram os limites da autonomia e a autodeterminação de pacientes com declínio cognitivo ou em fim de vida. Os painéis destacaram a importância de planejar cuidados e respeitar as vontades individuais antes da perda completa da capacidade decisória.
Planejamento precoce e autonomia na demência
A advogada e pesquisadora Nelma Melgaço defendeu a aplicação de planos avançados de cuidados desde o início de diagnósticos como a Doença de Alzheimer. Isabela Trindade, presidente do Departamento de Gerontologia da SBGG Nacional, alertou que proteger o idoso não significa retirar seu poder de decisão enquanto ele puder se manifestar. Mecanismos jurídicos, a exemplo da autocuratela, foram apontados como instrumentos essenciais para resguardar essas escolhas.
Instrumentos legais e garantia de direitos
No debate sobre morte assistida, a advogada Luciana Dadalto, presidente da associação Eu Decido, propôs rever o conceito de terminalidade na demência e defendeu a morte assistida como complemento aos cuidados paliativos para maiores de 18 anos capazes que enfrentem sofrimento insuportável. Ao lado dos geriatras Daniel Azevedo e Laiane Dias, reforçou-se que o envelhecimento populacional ampliará as discussões sobre dignidade em condições incapacitantes.
Assuntos
- autonomia do paciente
- demência
- alzheimer
- cuidados paliativos
- planejamento de cuidados
- autocuratela
- morte assistida
- geriatria
Crédito da apuração original: G1
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