
Estrutura da passarela das Cataratas do Iguaçu suporta vazões recordes desde 1992
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Resumo Rapidim · 17% do texto original
A passarela das Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, no Paraná, foi construída em 1992 para substituir a estrutura anterior, inaugurada em 1970 e destruída por cheias na década de 1980. Projetada para suportar fortes correntezas, a travessia resistiu, em 2014, a uma vazão recorde de 46 milhões de litros de água por segundo.
Engenharia e fixação em rocha no leito do rio
Para viabilizar as obras no leito do rio, os engenheiros precisaram desviar temporariamente o fluxo das águas a alguns quilômetros das quedas, após enchentes arrastarem equipamentos na primeira tentativa. Conforme o engenheiro Márcio Marcon, equipes de até 30 operários trabalharam na fixação das fundações. A empresa Fungeo utilizou a técnica de estaca-raiz, perfurando a rocha e injetando cimento sob pressão para embutir as estruturas de aço, o que garante a absorção do impacto do fluxo e de detritos, segundo o diretor Vinicius Lorenzi.
Monitoramento contínuo e estabilidade dos pilares
A estabilidade da estrutura é monitorada continuamente pela concessionária Urbia+Cataratas por meio de prismas e medições topográficas anuais. De acordo com o gerente de sustentabilidade André Franzini, nenhum deslocamento milimétrico foi detectado nos pilares desde o início do acompanhamento.
Protocolos de segurança e reabertura após cheias
Após períodos de cheia, a passarela só é reaberta aos visitantes quando o fluxo do Rio Iguaçu cai para menos de 8 milhões de litros por segundo. A liberação exige laudo de engenharia atestando a segurança estrutural e a recolocação das grades de proteção metálicas, retiradas preventivamente durante as inundações.
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Crédito da apuração original: G1
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