
Estudo aponta papel do aquecimento global na rápida intensificação do furacão Polo
O que você achou?
Seja o primeiro a reagir
Resumo Rapidim · 17% do texto original
Um estudo da World Weather Attribution (WWA) apontou que as mudanças climáticas e o fenômeno El Niño foram determinantes para a rápida intensificação do furacão Polo, ocorrido em setembro no Oceano Pacífico. O ciclone passou de tempestade tropical à categoria 5 máxima em apenas 24 horas — um dos fortalecimentos mais velozes já registrados na região —, antes de atingir a costa, causar inundações e deixar cinco mortos no México.
Impacto das mudanças climáticas e do El Niño
A análise indica que o aquecimento global causado por combustíveis fósseis tornou as condições favoráveis à força do furacão cerca de 23 vezes mais prováveis, enquanto o El Niño elevou essa probabilidade em 14 vezes. No trajeto do Polo, as águas estavam 1,4°C mais quentes do que nos níveis pré-industriais, ampliando a velocidade máxima dos ventos em cerca de 10 km/h e a intensidade potencial em até 18 km/h. Episódios de chuvas extremas semelhantes tornaram-se seis vezes mais frequentes.
Efeitos do ciclone e danos no litoral mexicano
O furacão perdeu intensidade antes de tocar o solo, atingindo a Baixa Califórnia Sul na categoria 2 em 28 de setembro e o estado de Sonora na categoria 1 no dia seguinte. Danos estruturais e deslizamentos foram registrados, mas avisos prévios limitaram as vítimas. Segundo Ben Clarke, do Imperial College London, e Ruth Cerezo-Mota, da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), o caso evidencia como o planeta mais aquecido potencializa eventos naturais extremos, exigindo melhor preparação das cidades litorâneas.
Assuntos
- furacão polo
- aquecimento global
- mudanças climáticas
- el niño
- world weather attribution
- eventos climáticos extremos
- furacões no pacífico
- meio ambiente
Crédito da apuração original: G1
Ler matéria completa em G1