
Estudo genético explica envelhecimento acelerado em cachorros de grande porte
O que você achou?
Seja o primeiro a reagir
Resumo Rapidim · 17% do texto original
Um estudo publicado na revista Science revelou uma possível explicação genética para o fato de cães de grande porte envelhecerem mais rápido e viverem menos do que os menores. A pesquisa analisou o material genético de 864 animais participantes do Dog Aging Project e identificou alterações mais aceleradas no DNA das raças de maior porte.
O papel dos genes saltadores no DNA canino
Os cientistas focaram nos chamados "genes saltadores", especialmente no grupo LINE1, que são trechos capazes de mudar de posição no genoma. O estudo observou a perda do processo de metilação do DNA, mecanismo químico que regula a atividade desses genes sem alterar sua sequência. Nas raças gigantes, a redução desse controle ocorreu, em média, 35% mais rápido por ano em comparação com as raças pequenas, e mais de 40% das regiões ligadas ao LINE1 perderam essa regulação durante o envelhecimento.
Impactos na imunidade e riscos à saúde
Noah Snyder-Mackler, autor sênior do estudo e professor da Universidade do Estado do Arizona, explicou que essas mudanças afetam o sistema imunológico e podem elevar o risco de doenças. Os pesquisadores ressalvam, no entanto, que ainda não é possível afirmar se a perda de controle é a causa ou a consequência do envelhecimento. Devido às semelhanças genéticas, a descoberta pode contribuir para a compreensão da longevidade em outros mamíferos e em humanos.
Assuntos
- envelhecimento canino
- cães de grande porte
- genética canina
- longevidade dos cães
- dog aging project
- estudo genético
- ciência animal
Crédito da apuração original: G1
Ler matéria completa em G1