
Estudo mapeia corredores ecológicos de onças-pintadas em 11 países americanos
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Resumo Rapidim · 17% do texto original
Um estudo internacional publicado na revista científica Global Change Biology identificou uma área de 6,5 milhões de quilômetros quadrados que conecta populações de onças-pintadas em 11 países das Américas. Liderado pelo pesquisador brasileiro Guilherme Costa Alvarenga, do Instituto Mamirauá e da Universidade de Oxford, o trabalho analisou 231.017 registros de localização obtidos por colares de GPS instalados em 172 animais (86 machos e 86 fêmeas).
Monitoramento por GPS e áreas de conexão
Os pesquisadores mapearam 307 áreas-núcleo, que somam 7,75 milhões de km² — o equivalente a 55% da distribuição atual da espécie —, além de 176 corredores de dispersão. A maior rede contínua abrange biomas sul-americanos como Amazônia, Pantanal, Cerrado, Caatinga e Gran Chaco, com cerca de metade da extensão situada em áreas protegidas e Terras Indígenas.
Impactos da fragmentação e isolamento
O levantamento adverte que a expansão agrícola, cidades e estradas fragmentam habitats e isolam populações, com impactos mais severos registrados na América Central e na Mata Atlântica costeira. Esse isolamento reduz o fluxo gênico e aumenta a vulnerabilidade a doenças genéticas, servindo o mapa para direcionar ações de conservação, restauração florestal e combate à caça.
Assuntos
- onça-pintada
- corredores ecológicos
- conservação ambiental
- biodiversidade
- instituto mamirauá
- fauna silvestre
- isolamento genético
- biomas sul-americanos
Crédito da apuração original: G1
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