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Estudo mostra que atividade elétrica do cérebro sinaliza risco de Alzheimer

Estudo mostra que atividade elétrica do cérebro sinaliza risco de Alzheimer

G1há 5 d
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Pesquisadores do Instituto do Cérebro do Hospital Pitié-Salpêtrière, em Paris, identificaram que alterações em ondas cerebrais registradas em estado de vigília podem funcionar como um indicador precoce do risco de desenvolver a doença de Alzheimer. O projeto, liderado pelos neurocientistas Thomas Andrillon e Delphine Oudiette, acompanhou cerca de 300 voluntários entre 70 e 85 anos que relatavam queixas de memória, apesar de apresentarem desempenho normal em testes neuropsicológicos iniciais.

Ondas cerebrais lentas e o acúmulo de beta-amiloide

Os participantes foram submetidos a baterias de testes cognitivos, eletroencefalograma (EEG) em repouso e exames de imagem cerebral, como ressonância magnética e tomografia por emissão de pósitrons (PET scan), repetidos dois anos depois. O pesquisador Pierre Champetier, primeiro autor do trabalho, revelou que idosos que não tinham placas amiloides inicialmente, mas exibiam ondas lentas de maior amplitude enquanto acordados, apresentaram maior acúmulo da proteína beta-amiloide ao longo do período analisado.

Relação com distúrbios do sono e lapsos de atenção

Segundo os cientistas, essas ondas lentas diurnas associam-se a lapsos de atenção e a distúrbios crônicos do sono, fatores frequentemente ligados a patologias neurodegenerativas. Embora o estudo seja inicial e exija novas validações antes de ser adotado clinicamente, o monitoramento por EEG surge como um método simples e complementar aos diagnósticos existentes. A detecção prévia pode ser determinante para orientar o uso de tratamentos com anticorpos antiamiloides, direcionando medicamentos de alto custo e com potenciais efeitos colaterais aos pacientes que realmente apresentam risco de progressão da doença.

Assuntos

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  • doença de alzheimer
  • atividade cerebral
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  • proteína beta-amiloide
  • biomarcadores alzheimer
  • neurociência
  • diagnóstico precoce

Crédito da apuração original: G1

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