
Estudo revela contaminação prolongada por mercúrio em antigas cidades maias
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Resumo Rapidim · 17% do texto original
Um novo estudo publicado na revista Science Advances revelou que a contaminação por mercúrio era mais ampla do que se sabia em sítios arqueológicos maias. A poluição resultou do uso intenso de cinábrio, mineral tóxico rico em mercúrio, aplicado pela civilização como pigmento sagrado em murais, templos e ritos funerários.
Origem da poluição e o uso ritual do cinábrio
Pesquisadores liderados por Matt Waters, da Universidade de Auburn, analisaram sedimentos de lagos nas cidades de Coba e Xcach, na península de Yucatán, no México. Em Coba, os registros indicaram um pico de contaminação por volta de 250 d.C., que perdurou por 150 anos. Em Xcach, foram identificados três ciclos críticos: entre 125 e 200 d.C., próximo a 250 d.C. e de 535 a 820 d.C.
Análise de sedimentos em Coba e Xcach
Os níveis de toxicidade superaram as normas modernas por séculos, afetando a base da cadeia alimentar aquática. De acordo com a pesquisadora Savanna Wooten, os maias provavelmente absorveram o metal por meio do consumo de peixes e água. O envenenamento por mercúrio é considerado um fator de estresse ambiental adicional no colapso das cidades durante o Período Clássico.
Assuntos
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- península de yucatán
Crédito da apuração original: G1
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