
Estudo vincula privação alimentar a salto nos índices de obesidade entre mulheres
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Resumo Rapidim · 17% do texto original
A obesidade é quase três vezes maior entre mulheres que vivem em situação de insegurança alimentar, aponta um estudo do Grupo Interdisciplinar de Estudos em Segurança Alimentar e Nutricional (GISAN), vinculado ao Instituto de Nutrição Josué de Castro da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O levantamento revela que a desigualdade de gênero agrava os impactos nutricionais nas famílias chefiadas por mulheres, enquanto entre os homens essa associação não apresentou relevância estatística.
Impacto da insegurança alimentar na saúde feminina
Elaborada pelas pesquisadoras Aline Alves Ferreira, Luana Teixeira Ghiggino e Rosana Salles da Costa, a pesquisa analisou dados de 1.026 chefes de família adultos, entre 20 e 59 anos, no município do Rio de Janeiro. Com base na Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA), os resultados indicaram que a prevalência de sobrepeso alcançou 38,7% e a de obesidade atingiu 32,3% entre as mulheres em contextos mais severos de privação alimentar. O índice de sobrepeso foi 76% superior em comparação ao registrado entre mulheres de lares em segurança alimentar.
Desigualdade de gênero e sobrecarga como fatores
As autoras atribuem a disparidade a fatores estruturais, como o acesso desigual a recursos produtivos e a sobrecarga de tarefas domésticas e de cuidado. Financiado pela FAPERJ e pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro, o trabalho destaca que, embora 21,6 milhões de brasileiros enfrentassem insegurança alimentar em 2023, a capital fluminense superou as médias nacionais e estaduais de famílias em situação de fome em 2024.
Assuntos
- insegurança alimentar
- obesidade feminina
- estudo ufrj
- nutrição e desigualdade de gênero
- saúde da mulher
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- ebia
Crédito da apuração original: G1
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