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EUA excluem Brasil de mensagens protocolares em meio a tensões bilaterais

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G1há 2 h
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O Departamento de Estado dos Estados Unidos não publicou mensagens protocolares pelo Dia da Independência do Brasil pelo segundo ano consecutivo. Um levantamento com base em comunicados oficiais revelou que, nos últimos 12 meses, o governo norte-americano enviou saudações a mais de 180 países. O Brasil integrou uma lista de apenas dez nações ignoradas por Washington, ao lado de Afeganistão, Coreia do Norte, Etiópia, Guiné, Irã, Líbia, Santa Lúcia, Síria e Sudão. A última congratulação enviada a Brasília ocorreu em 2024, ainda durante o mandato do ex-presidente Joe Biden.

Isolamento protocolar e comunicados ignorados

O afastamento diplomático reflete a crise iniciada com o retorno de Donald Trump à Casa Branca, em janeiro de 2025. Desde então, Washington aplicou sanções e tarifas bilaterais. Em maio, o governo dos EUA classificou as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Posteriormente, em julho, impôs sobretaxas de 25% e 12,5% a produtos brasileiros, citando alegações sobre a regulação de plataformas digitais, o sistema Pix e práticas trabalhistas.

Impactos comerciais e aplicação de tarifas

O atrito escalou ainda mais no campo diplomático. No final de julho, o Itamaraty negou vistos de entrada para os diplomatas norte-americanos Riley M. Barnes e Samuel Samson, após relatos da imprensa internacional os vincularem a discussões que questionavam o sistema eleitoral brasileiro. Em retaliação, o Departamento de Estado revogou, em agosto, o visto da embaixadora do Brasil em Washington, alegando demora na aprovação das credenciais do diplomata Daniel Perez, indicado para chefiar a embaixada norte-americana em Brasília. O Itamaraty repudiou a conduta dos EUA e classificou as medidas como atos hostis e ideológicos.

Assuntos

  • eua e brasil
  • relações bilaterais
  • diplomacia
  • departamento de estado
  • itamaraty
  • donald trump
  • sanções e tarifas
  • crise diplomática

Crédito da apuração original: G1

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