
Ex-deputado Jalser Renier é alvo de prisão preventiva em ação sobre corrupção eleitoral
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
O candidato a deputado estadual Jalser Renier (PSDB) foi preso preventivamente pela Polícia Federal nesta quinta-feira (1º), em Boa Vista, durante a Operação Lemming. A investigação apura crimes de corrupção eleitoral e associação criminosa nas eleições de 2026 em Roraima. Segundo a PF, o político planejava comprar os votos de 12 mil eleitores, em um esquema orçado em cerca de R$ 4 milhões.
Esquema investigado e mandados judiciais
A Justiça Eleitoral autorizou seis mandados de busca e apreensão, incluindo um endereço ligado à mãe do candidato. Também foram determinadas medidas cautelares, como a proibição de contato entre investigados, o veto a saques em espécie e o bloqueio de bens e valores de até R$ 4.228.100. A defesa de Renier contesta as acusações e sustenta que as anotações apreendidas listavam apenas apoiadores e cabos eleitorais.
Desdobramentos da Operação Filargíria
A investida decorre de desdobramentos da Operação Filargíria, deflagrada na semana anterior, quando Jalser foi detido em flagrante após a apreensão de R$ 19 mil em espécie e planilhas em seu escritório. A análise pericial desses documentos apontou indícios de uma rede estruturada para a compra de votos. Na ocasião, o candidato havia sido liberado após passar por audiência de custódia.
Histórico político e trajetória no tribunal
Com trajetória de 27 anos no Legislativo, Jalser teve o mandato cassado pela Assembleia Legislativa de Roraima em 2022, acusado de ser o mandante do sequestro e da tortura do jornalista Romano dos Anjos, crime pelo qual responde a processo penal. A perda do mandato gerou inelegibilidade até 2030, mas o ex-deputado conseguiu concorrer no pleito de 2026 graças a uma liminar concedida pelo ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal.
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Crédito da apuração original: G1
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