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Exportações de soja do Brasil encaram pressão com novas metas agrícolas da China

Exportações de soja do Brasil encaram pressão com novas metas agrícolas da China

G1há 2 h
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A relação comercial de soja entre Brasil e China enfrenta desafios diante da retomada de compras agrícolas norte-americanas por Pequim, das metas de autossuficiência do governo chinês e da perspectiva de redução populacional no país asiático. A China firmou o compromisso de adquirir 25 milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos por ano entre 2026 e 2028, além de pelo menos US$ 17 bilhões anuais em outros produtos agrícolas, amenizando atritos tarifários anteriores.

Acordos com os EUA e concorrência no mercado chinês

Apesar do aumento da concorrência, o Brasil mantém vantagem competitiva no curto prazo devido às alíquotas de importação: o grão brasileiro é taxado em 3% na China, enquanto o produto norte-americano paga 13%. Principal fornecedor desde 2017, o agronegócio brasileiro registrou exportações recordes e enviou quase 64 milhões de toneladas ao mercado chinês em 2026, desempenho fundamental para o superávit comercial e o Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Metas de autossuficiência e menor demanda por farelo

O maior risco estrutural ao setor decorre do Plano Quinquenal da China, que busca reduzir a dependência externa e elevar a produção doméstica. Um relatório da consultoria Systemiq projeta que as importações chinesas de soja podem recuar 25% até 2030, o que equivale a um corte de cerca de 23,5 milhões de toneladas. A participação do farelo de soja na alimentação animal deve diminuir de 14,5% para menos de 10%, impulsionada pelo uso de aminoácidos sintéticos e fontes alternativas de proteína.

Diversificação comercial e foco em biocombustíveis

Para conter impactos na renda do campo e nos preços da commodity, especialistas como Patrícia Ellen, da Systemiq, e a analista Larissa Wachholz recomendam frear a ampliação de área plantada e investir na agregação de valor, como a produção de biocombustíveis. Paralelamente, o presidente da Aprosoja-MT, Lucas Costa Beber, aponta a necessidade de diversificação comercial, destacando a Índia e outros mercados asiáticos em crescimento populacional como alternativas estratégicas para absorver a oferta brasileira.

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Crédito da apuração original: G1

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