
Faculdade de Minas investiga estudantes de Medicina por ofensas contra bolsistas
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Resumo Rapidim · 15% do texto original
O Instituto Master de Ensino Presidente Antônio Carlos (Imepac), situado em Araguari, no Triângulo Mineiro, instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar dois estudantes de Medicina, de 19 anos, que enviaram áudios com ofensas a colegas bolsistas em um grupo de WhatsApp. Os ataques ocorreram por volta das 21h50 de domingo (25), após a confirmação da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva na eleição presidencial.
Ofensas contra bolsistas em aplicativo de mensagens
Nas mensagens divulgadas, os alunos proferiram insultos de cunho político e socioeconômico contra beneficiários do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), hostilizando de forma direta estudantes que comercializam produtos para complementar a renda. Uma aluna bolsista de 21 anos, natural de Uberlândia, que vende trufas para custear sua permanência na faculdade, declarou ter se sentido humilhada e afirmou que as divergências eleitorais serviram de pretexto para discriminar estudantes de menor poder aquisitivo.
Medidas disciplinares e registro policial
Diante da repercussão, o Imepac repudiou formalmente os atos de intolerância e discriminação, assegurando acolhimento às vítimas e a adoção de medidas cabíveis em conformidade com o regimento interno e o direito à ampla defesa. O Diretório Acadêmico Diogo Guimarães também publicou uma nota de repúdio. Além da apuração institucional na faculdade, um boletim de ocorrência pelo crime de difamação foi registrado contra os dois autores na Polícia Civil na manhã de quarta-feira (28).
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Crédito da apuração original: G1
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