
Falha em execução no Tennessee reacende discussões sobre pena capital nos EUA
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Resumo Rapidim · 15% do texto original
A americana Christa Pike, de 50 anos, foi hospitalizada após sobreviver a uma tentativa frustrada de execução por injeção letal no Tennessee. Condenada em 1996 pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, Pike recebeu duas doses de pentobarbital antes de o procedimento ser interrompido. O episódio marcou a segunda falha de execução no Estado em 2026 e reacendeu o debate sobre a aplicação da pena capital no país.
Tentativa frustrada e crise de substâncias letais
Desde 1976, quando a Suprema Corte restabeleceu a prática, os Estados Unidos executaram 1.683 pessoas, sendo 18 mulheres. Embora as execuções tenham subido para 47 em 2025 — com a Flórida respondendo por 19 procedimentos —, o apoio público caiu para 52%, o menor índice em 50 anos, enquanto a oposição atingiu 44%, segundo o instituto Gallup. A pena de morte permanece legal em 27 Estados, além das jurisdições federal e militar.
Queda no apoio público e histórico de aplicações
A injeção letal representa 89% das execuções históricas, mas a recusa de farmacêuticas em fornecer substâncias como tiopental sódico e pentobarbital gerou escassez e elevou os custos. Diante do desabastecimento, governos recorreram a farmácias de manipulação sob leis de sigilo e diversificaram os métodos. O Alabama e a Louisiana adotaram a asfixia por gás nitrogênio, enquanto Carolina do Sul e Idaho reintroduziram o pelotão de fuzilamento como alternativa viável.
Busca por novos métodos e polarização política
No cenário político, o presidente Donald Trump ordenou a retomada das execuções federais em 2025, revertendo a moratória imposta por Joe Biden, que havia concedido clemência a 37 prisioneiros federais antes de deixar o cargo. Críticos e defensores dos direitos humanos sustentam que as falhas técnicas e a falta de transparência nos protocolos causam sofrimento indevido, contrariando a Constituição americana, além de gerarem impactos psicológicos severos nas equipes prisionais.
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Crédito da apuração original: G1
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