
Falta de vagas em UTI e sobrecarga em unidades de saúde de Manaus geram reclamações
O que você achou?
Seja o primeiro a reagir
Resumo Rapidim · 17% do texto original
O Complexo Hospitalar Sul, em Manaus, formado pelo Instituto da Mulher Dona Lindu e pelo Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, enfrenta grave superlotação e falta de vagas em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), resultando em pacientes alocados em corredores e queixas de descaso no atendimento.
Relatos de superlotação e demora no atendimento
Entre os casos relatados está o de um homem internado há 21 dias após sofrer um infarto com complicações renais e pulmonares que, sem conseguir vaga na UTI, teve piora no quadro e precisará amputar o pé. No Instituto Dona Lindu, a paciente Elaine Bentes Nogueira aguardou por dois dias a realização de um procedimento médico para retirar um feto, após perder o bebê com oito semanas de gestação. A intervenção cirúrgica ocorreu depois de a família registrar denúncia no Ministério Público.
Contrato milionário e gestão da unidade
A unidade de saúde é gerida pela Organização Social Agir Saúde desde dezembro de 2024, mediante um contrato de R$ 2 bilhões por cinco anos firmado com o Governo do Amazonas. Para 2026, a previsão de repasse é de R$ 400 milhões, dos quais R$ 260 milhões já foram pagos.
Posicionamento do Governo e da administração
Em nota, o Governo do Amazonas afirmou que ambos os pacientes receberam acompanhamento contínuo e negou que a queixa ao Ministério Público tenha influenciado o atendimento a Elaine. O complexo hospitalar declarou que as imagens registradas mostram o fluxo do pronto-socorro e não locais de internação.
Assuntos
- falta de vagas uti
- saude em manaus
- complexo hospitalar sul
- hospital 28 de agosto
- instituto dona lindu
- agir saude
- governo do amazonas
- superlotacao hospitalar
Crédito da apuração original: G1
Ler matéria completa em G1