
Família do Ceará lança marca de café artesanal cultivado na Serra de Aratuba
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Resumo Rapidim · 15% do texto original
A professora Sâmia Nápoles, de 30 anos, estreou na 70ª Exposição Agropecuária e Industrial do Estado do Ceará (Expoece) para apresentar o Café Nápoles. Criada há cerca de dois meses por Sâmia, pelo marido Victor e por seu pai, a marca oferece um café artesanal cultivado e produzido integralmente em solo cearense.
Tradição familiar e cultivo agroflorestal
O empreendimento familiar foi inspirado no avô de Sâmia, Chico Cravo, que faleceu em 2023 aos 100 anos após dedicar a vida à cafeicultura. A plantação do grão 100% arábica fica na Serra de Aratuba, no Maciço de Baturité, e opera sob sistema agroflorestal sombreado, no qual os cafeeiros se desenvolvem integrados à vegetação nativa da Mata Atlântica.
Processo artesanal e torra a lenha
O processo de cultivo, seleção e torra em fogão a lenha é inteiramente manual. A colheita ocorre apenas uma vez por ano e dura cerca de um mês. O café é comercializado moído ou em grãos, em embalagens que variam de 80 gramas a 1 quilo, com preços entre R$ 10 e R$ 30, disponibilizado em torras clara, média e escura.
Polinização com abelhas nativas e sustentabilidade
A propriedade também produz e comercializa mel de abelhas nativas uruçu amarela, vendido em frascos de 30 ml e 40 ml por R$ 5, além de biscoitos artesanais. As abelhas sem ferrão realizam a polinização natural dos cafezais, completando o modelo ecológico sustentável mantido pela família na serra.
Assuntos
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Crédito da apuração original: G1
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