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Fechamento de fábrica de papel após tarifas dos EUA ameaça economia de cidade no Canadá

Fechamento de fábrica de papel após tarifas dos EUA ameaça economia de cidade no Canadá

G1há 2 h
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A paralisação por tempo indeterminado da fábrica de papel de Témiscaming, na província de Quebec, ameaça a sobrevivência econômica de um município construído há mais de um século em torno da atividade florestal. A unidade, de propriedade da empresa americana RYAM, interrompeu as operações após o fracasso das negociações comerciais bilaterais e a imposição de tarifas de até 50% pelo governo de Donald Trump. Cerca de 360 funcionários estão desempregados, dependendo de auxílios temporários do governo canadense.

Impacto das tarifas comerciais dos EUA em Témiscaming

A fábrica exporta cerca de 75% de sua produção aos Estados Unidos. As medidas protecionistas de Washington incidiram sobre aproximadamente 28 bilhões de dólares canadenses em produtos do país vizinho, provocando retaliações proporcionais de Ottawa. O encerramento das atividades em Témiscaming causou a queda abrupta no valor dos imóveis, dispensas em cadeias de transporte e temores de êxodo de profissionais de serviços essenciais, como médicos e comerciantes.

Mobilização de trabalhadores para reabertura da fábrica

Diante da crise, trabalhadores organizam uma coalizão para tentar recomprar a indústria, repetindo o feito histórico de 1973 liderado pelo engenheiro Frank Dottori, que resultou na fundação da Tembec. O sindicalista Stéphane Lefebvre e o prefeito Alain Gauthier defendem que a reativação exige forte apoio financeiro do primeiro-ministro Mark Carney e do governo de Quebec, além de tarifas canadenses sobre o papelão importado dos Estados Unidos.

Cobranças por apoio governamental ao setor florestal

Representantes locais, como o deputado Sébastien Lemire, queixam-se de que o setor madeireiro ficou em segundo plano frente a aportes de quase 9 bilhões de dólares canadenses destinados às indústrias siderúrgica e automotiva de Ontário. Em resposta, o gabinete da ministra da Indústria, Mélanie Joly, destacou a liberação de 400 milhões de dólares canadenses para o setor florestal em áreas remotas e declarou trabalhar em uma saída viável. Os moradores buscam uma solução rápida antes da chegada do inverno rigoroso, que ameaça congelar e danificar permanentemente os equipamentos da fábrica.

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Crédito da apuração original: G1

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