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Finlândia planeja forte corte de gastos para conter pior crise fiscal em três décadas

Finlândia planeja forte corte de gastos para conter pior crise fiscal em três décadas

G1há 7 d
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Eleita o país mais feliz do mundo pelo nono ano consecutivo, a Finlândia enfrenta sua pior crise fiscal desde a década de 1990. Diante de um déficit orçamentário projetado em 4,2% do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026 e de uma dívida pública que atingiu 90,3% do PIB no segundo trimestre, o governo prepara um severo plano de austeridade com previsão de cortes em serviços públicos, benefícios sociais e previdência.

Pressão da União Europeia e plano de austeridade

A situação levou o Conselho da União Europeia a abrir um procedimento por déficit excessivo contra o país, estabelecendo o fim de 2028 como prazo para que Helsinque retorne aos limites fiscais do bloco. O primeiro-ministro Petteri Orpo planeja economizar cerca de 9 bilhões de euros durante a atual legislatura sem elevar tributos, concentrando o ajuste nos gastos públicos. No entanto, o economista Jarkko Kivisto, do Banco da Finlândia, avalia que o equilíbrio pode exigir cortes de até 11 bilhões de euros, além do aumento de impostos.

Impacto dos gastos com defesa e adesão à Otan

A deterioração das contas foi acelerada pela perda de parceiros energéticos e pela alta nos gastos militares após a adesão à Otan, que subiram de 4,5 bilhões para mais de 8 bilhões de dólares anuais, incluindo a compra de 64 caças norte-americanos F-35A por 8,4 bilhões de euros. Em abril, o governo elevou as despesas com defesa para 3,2% do PIB.

Desemprego em alta e desafios para a economia

O cenário de ajuste orçamentário coincide com a maior taxa de desemprego da União Europeia, registrada em 10,3% em agosto, alcançando 23,3% entre a população jovem. Especialistas alertam que a contenção de gastos pode deprimir ainda mais o consumo interno, embora o crescimento nas exportações industriais e a confiança moderada das agências de crédito ainda mantenham a dívida finlandesa em patamar considerado seguro pelos investidores.

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Crédito da apuração original: G1

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