
FMI adverte que oscilações no custo de alimentos e energia serão mais recorrentes
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Resumo Rapidim · 18% do texto original
O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou que choques e altas bruscas nos preços de alimentos e energia devem se tornar mais frequentes. Segundo estudo da instituição, essas disparadas mantêm as expectativas de inflação elevadas por anos, ameaçam a estabilidade econômica e afetam de maneira desproporcional as famílias de baixa renda.
Impacto desproporcional nas famílias de baixa renda
A pesquisa, coordenada pela economista Chiara Maggi para o relatório Perspectiva Econômica Mundial, revelou que o impacto real sobre os mais vulneráveis superou as medições tradicionais em 0,8 ponto percentual. Por conta desse cenário, agravado por conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio, o contingente na extrema pobreza teve 23 milhões de pessoas a mais do que o estimado entre 2021 e 2024.
Inflação prolongada e pressão sobre os juros
O levantamento aponta que as expectativas inflacionárias costumam permanecer acima dos níveis prévios até três anos após o início das crises, o que pode forçar bancos centrais a manter juros elevados. Ainda assim, o fundo projeta um crescimento global de cerca de 3% para 2026.
Recomendação de transferências diretas de renda
Para amenizar o problema, o FMI recomenda transferências diretas de renda às famílias vulneráveis. Medidas como controle de preços e subsídios a produtores foram classificadas como ineficientes e até 22 vezes mais caras aos cofres públicos.
Assuntos
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Crédito da apuração original: G1
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