
Focos de fogo no Acre têm forte avanço em setembro e somam 877 ocorrências
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Resumo Rapidim · 18% do texto original
O estado do Acre registrou 877 focos de queimadas em setembro de 2026, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O total representa uma alta de 80% em relação a agosto, que teve 487 registros, e um aumento de 4,4% na comparação com setembro de 2025, quando foram contabilizados 840 focos.
Aumento expressivo e dados por município
Apenas no mês de setembro, o volume superou em 293 registros a soma de janeiro a agosto de 2026, período que acumulou 584 ocorrências. O avanço acompanha o verão amazônico, marcado pela redução das chuvas e pelo uso tradicional do fogo para a limpeza de terrenos.
Relação com o desmatamento no estado
No ranking municipal, Feijó e Tarauacá lideraram com 165 e 153 focos, respectivamente, concentrando juntos cerca de 36% de todas as ocorrências do estado. Em seguida aparecem Rio Branco, com 84 registros, Sena Madureira, com 72, Manoel Urbano, com 53, Cruzeiro do Sul, com 47, e Brasiléia, com 39.
Impacto em terras indígenas
O aumento das queimadas ocorre paralelamente à pressão por desmatamento. Conforme o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Feijó, Tarauacá e Sena Madureira figuraram entre as cidades que mais desmataram em agosto, mês em que o Acre respondeu por 22% da devastação na Amazônia Legal, com 97 km².
Além disso, o Inpe identificou 18 focos distribuídos em oito terras indígenas durante setembro. A Terra Indígena Mamoadate concentrou o maior número de ocorrências, com sete registros, correspondendo a 38,9% do total nessas áreas.
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Crédito da apuração original: G1
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