
França reforça segurança com 70 mil policiais diante de nova onda de protestos
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Após mais de um mês de manifestações, a França enfrenta novos protestos neste sábado. Para conter episódios de violência, saques e depredações, o ministro do Interior, Laurent Nuñez, anunciou a mobilização de 70 mil policiais e agentes especiais em todo o país, um contingente 15% superior ao utilizado no fim de semana anterior.
Mobilização de segurança e toques de recolher
A operação de segurança ocorre após atos contra o alto custo de vida reunirem mais de 500 mil pessoas e deixarem cerca de 1.800 detidos na semana passada. O presidente Emmanuel Macron recomendou que a população evite participar das passeatas e afirmou que apenas eventos sindicais seriam autorizados, decisão que motivou sete partidos de esquerda a recorrerem ao Conselho de Estado.
Impactos na rotina de Paris e eventos suspensos
Diversos municípios adotaram restrições e ao menos dez decretaram toque de recolher. Na capital, Paris, o trajeto sindical foi alterado e passeatas de estudantes e do movimento dos coletes amarelos foram proibidas. Em Orléans, cerca de 3 mil agentes foram destacados devido à previsão de atos contrários ao congresso do partido de extrema direita Reagrupamento Nacional, de Marine Le Pen.
A tensão também provocou mudanças na agenda cultural e esportiva do país. Em Paris, museus como o Louvre e o Museu d'Orsay suspenderam o funcionamento no sábado, enquanto a partida de futebol entre Paris Saint-Germain e Lyon foi adiada para segunda-feira por determinação das autoridades policiais.
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Crédito da apuração original: G1
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