
Fundador de organização criminosa de Goiás é capturado após tiroteio na Bolívia
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
O brasileiro Engri Junior de Almeida Maia, de 37 anos, apontado como um dos fundadores e líderes da facção criminosa goiana Amigos do Estado (ADE), foi baleado durante um confronto com agentes da Força Especial de Luta Contra o Narcotráfico (FELCN), em Concepción, na Bolívia. O acusado usava documentos falsificados em nome de Julio Salles Barbosa durante uma abordagem policial a uma caminhonete, momento em que três comparsas conseguiram fugir. Ele segue internado em estado estável sob custódia.
Confronto e prisão em Concepción
Após a operação, autoridades bolivianas cumpriram mandados de busca na residência de luxo onde Maia vivia. O imóvel contava com praia artificial privativa, cinema particular, piscina com telão externo, academia equipada, quadra esportiva, mesas de jogos, três motos aquáticas e um quadro com a imagem do narcotraficante Pablo Escobar.
Imóvel de luxo e vida foragida
A localização do foragido resultou do compartilhamento de dados de inteligência entre a Polícia Federal do Brasil e as forças de segurança bolivianas. Conhecido como Juninho Trindade, Maia havia escapado do presídio de Aparecida de Goiânia em fevereiro de 2017 e integrou a lista de procurados da Interpol. A facção liderada por ele mantém vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Histórico criminal e processo de extradição
O Superior Tribunal de Justiça manteve as condenações do criminoso, que somam 16 anos de prisão. Ele e outros 56 membros da organização também foram denunciados pelo Ministério Público de Goiás por crimes como tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, em esquema que movimentou aproximadamente R$ 14 milhões. A Polícia Federal monitora os desdobramentos para viabilizar sua extradição ao Brasil.
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Crédito da apuração original: G1
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