
Gargalos de mobilidade e infraestrutura afetam economia do Leste Fluminense
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O tempo de deslocamento diário superior a duas horas e as falhas estruturais tornaram-se os principais obstáculos para a rotina de trabalhadores e empresas no Leste Fluminense e na Região dos Lagos. A constatação faz parte da série "O Rio pode mais", do RJ2, que destaca o desgaste enfrentado por profissionais como a diarista Cristiane Gomes, de São Gonçalo, e o mecânico Diomilson Fortunato, de Belford Roxo, que saem de casa de madrugada e pegam vários ônibus para chegar aos seus postos de trabalho.
Impactos da mobilidade na rotina dos trabalhadores
Além de prejudicar a qualidade de vida da população, os gargalos de mobilidade afetam diretamente o setor produtivo. Em Niterói, empresas prestadoras de serviços à indústria offshore sofrem com perdas financeiras geradas pelos atrasos. O empresário Bernhard Falke relata que a falta de previsibilidade no trânsito, sobretudo na Rodovia Niterói-Manilha, compromete operações em navios com horários rígidos, gerando prejuízos que diminuem a arrecadação de impostos e royalties em toda a cadeia econômica estadual.
Prejuízos no setor offshore e nas rodovias
Na Região dos Lagos, as deficiências de infraestrutura atingem o turismo e os serviços básicos em municípios de excelência como Búzios e Cabo Frio. O Aeroporto Internacional de Cabo Frio, detentor da segunda maior pista do estado e receptor de 77 voos diretos da Argentina na última temporada, opera em caráter emergencial enquanto aguarda a homologação de uma nova concessão pela Secretaria Nacional de Aviação Civil.
Desafios de infraestrutura na Região dos Lagos
Segundo Isaque Ouverney, gerente da Firjan, o fortalecimento do aeroporto e investimentos em rodovias estaduais, como a RJ-106 (Amaral Peixoto), são essenciais para o desenvolvimento regional. Paralelamente, a hotelaria lida com interrupções frequentes nos serviços essenciais. Representantes do setor, como os hoteleiros Laura Corrêa e Thomaz Weber, apontam que oscilações elétricas e o desabastecimento de água impõem custos adicionais com geradores e caminhões-pipa, prejudicando o atendimento e a imagem dos estabelecimentos.
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Crédito da apuração original: G1
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