
Gigantes da tecnologia consultam tradições religiosas para orientar a moral da IA
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Resumo Rapidim · 15% do texto original
Gigantes do setor de tecnologia estão recorrendo a líderes religiosos e filósofos para orientar o desenvolvimento ético e a tomada de decisões de seus modelos de inteligência artificial. Diante das preocupações sobre o potencial da tecnologia, empresas buscam em tradições milenares princípios para ensinar chatbots a distinguir o certo do errado. A proposta de executivos como Sam Altman, CEO da OpenAI, e Chris Olah, cofundador da Anthropic, é identificar referências que reflitam uma média ponderada da visão moral da humanidade.
A busca por diretrizes éticas e morais para a IA
Iniciativas nesse sentido já incluem encontros no Vaticano e diálogos promovidos por Meta, Google, Amazon e Microsoft. A Anthropic, por exemplo, realizou consultas com acadêmicos e clérigos de mais de 15 grupos religiosos e interculturais para discutir dilemas práticos e existenciais. De acordo com a filósofa Meghan Sullivan, da Universidade de Notre Dame, esses debates foram conduzidos com rigor analítico, com o objetivo de integrar múltiplas visões de mundo ao modelo Claude sem alinhá-lo a uma crença específica.
Consultas inter-religiosas e a experiência da Anthropic
Especialistas, no entanto, alertam para as limitações dessa abordagem. O antropólogo Webb Keane, da Universidade de Michigan, e a pesquisadora Tomoko Masuzawa apontam que tratar a fé como um conjunto de regras isoláveis desconsidera rituais, práticas e contextos culturais, privilegiando modelos conceituais das religiões abraâmicas. Por sua vez, Paolo Carozza, membro do Conselho de Supervisão da Meta, adverte que o processamento automatizado de dados pela inteligência artificial pode homogeneizar tradições distintas de forma inorgânica, gerando respostas genéricas e favorecendo concepções ocidentais em detrimento da diversidade original.
Assuntos
- inteligência artificial
- ética da ia
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- filosofia e tecnologia
Crédito da apuração original: G1
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