
Governo Trump usa dados de eleitores para questionar apuração nos EUA
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Resumo Rapidim · 14% do texto original
Listas elaboradas pelo governo de Donald Trump contendo supostos eleitores não cidadãos podem embasar contestações judiciais e gerar dúvidas sobre resultados acirrados nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. Até o momento, o Departamento de Justiça já enviou notificações a autoridades de cinco estados: Califórnia, Washington, Nova Jersey, Pensilvânia e Nevada.
Notificações e contestações em estados-chave
Na Califórnia, o órgão tentou impedir a apuração de 20 mil votos sob suspeita, mas a Justiça federal barrou a medida devido à falta de confiabilidade nos dados e ao risco de prejudicar eleitores elegíveis. O vice-procurador-geral interino, Trent McCotter, indicou que recorrerá à Suprema Corte. A Justiça já rejeitou 27 processos semelhantes movidos pelo governo contra estados que se recusaram a compartilhar registros sem censura.
Decisões judiciais barram bloqueio de votos
O Departamento de Segurança Interna obteve dados eleitorais em pelo menos 47 estados para cruzamento de informações. O secretário Markwayne Mullin afirmou, sem apresentar provas, ter identificado 300 mil não cidadãos. Especialistas ressaltam que o voto de estrangeiros é ilegal, mas estatisticamente raro — com apenas 129 acusações federais desde 1996 —, e apontam que as contestações enfrentam fortes entraves jurídicos, servindo principalmente para atrasar certificações eleitorais.
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Crédito da apuração original: G1
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