
Grupo que fornecia tratamentos oncológicos fraudados a hospitais tem bens congelados
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Resumo Rapidim · 17% do texto original
A Justiça de Araraquara ampliou para até R$ 15 milhões o bloqueio de bens de um grupo investigado pela comercialização de medicamentos oncológicos falsificados a hospitais. A decisão fundamentou a deflagração da segunda fase da Operação Laziosi, coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público em conjunto com a Polícia Civil de São Paulo, que resultou na prisão de três suspeitos.
Bloqueio de bens e prisões na Operação Laziosi
Entre os detidos estão Petter Gabriel Cavalcante Chagas, apontado como o elo com as unidades hospitalares; Nalva Braz do Nascimento, indicada como controladora da distribuidora Nacionalfarma; e Sharlene Chaves Barbosa, responsável pela gestão financeira. O grupo responde por venda de remédios falsificados, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Esquema financeiro e empresas de fachada
De acordo com o Ministério Público, a Nacionalfarma repassou R$ 2,9 milhões à Long Farma e R$ 1,99 milhão à Longmed, empresas vinculadas a Petter, ao longo de 2024. O investigado também abriu uma holding com capital de R$ 500 mil após a fase inicial da operação e realizou nove saques em dinheiro vivo que somaram R$ 275,5 mil, estrutura que teve as cotas bloqueadas para evitar a blindagem patrimonial.
Medicamentos sem princípio ativo e notas frias
A polícia constatou que mais de 90% do imunoterápico Keytruda vendido pela distribuidora em 2024 não possuía registro de compra, sendo que análises periciais apontaram a presença apenas de sódio e cloro em frascos comercializados. O esquema utilizava ainda a empresa de fachada Ideal Pharma, que registrou lucros de R$ 1,28 milhão sem dispor de estrutura física, para emitir notas fiscais retroativas e tentar justificar a procedência dos remédios.
Assuntos
- remédios oncológicos falsificados
- operação laziosi
- fraude em medicamentos
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- keytruda falsificado
- polícia civil sp
- lavagem de dinheiro
Crédito da apuração original: G1
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