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Grupo que fornecia tratamentos oncológicos fraudados a hospitais tem bens congelados

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G1há 2 h
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A Justiça de Araraquara ampliou para até R$ 15 milhões o bloqueio de bens de um grupo investigado pela comercialização de medicamentos oncológicos falsificados a hospitais. A decisão fundamentou a deflagração da segunda fase da Operação Laziosi, coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público em conjunto com a Polícia Civil de São Paulo, que resultou na prisão de três suspeitos.

Bloqueio de bens e prisões na Operação Laziosi

Entre os detidos estão Petter Gabriel Cavalcante Chagas, apontado como o elo com as unidades hospitalares; Nalva Braz do Nascimento, indicada como controladora da distribuidora Nacionalfarma; e Sharlene Chaves Barbosa, responsável pela gestão financeira. O grupo responde por venda de remédios falsificados, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Esquema financeiro e empresas de fachada

De acordo com o Ministério Público, a Nacionalfarma repassou R$ 2,9 milhões à Long Farma e R$ 1,99 milhão à Longmed, empresas vinculadas a Petter, ao longo de 2024. O investigado também abriu uma holding com capital de R$ 500 mil após a fase inicial da operação e realizou nove saques em dinheiro vivo que somaram R$ 275,5 mil, estrutura que teve as cotas bloqueadas para evitar a blindagem patrimonial.

Medicamentos sem princípio ativo e notas frias

A polícia constatou que mais de 90% do imunoterápico Keytruda vendido pela distribuidora em 2024 não possuía registro de compra, sendo que análises periciais apontaram a presença apenas de sódio e cloro em frascos comercializados. O esquema utilizava ainda a empresa de fachada Ideal Pharma, que registrou lucros de R$ 1,28 milhão sem dispor de estrutura física, para emitir notas fiscais retroativas e tentar justificar a procedência dos remédios.

Assuntos

  • remédios oncológicos falsificados
  • operação laziosi
  • fraude em medicamentos
  • gaeco sp
  • bloqueio de bens
  • keytruda falsificado
  • polícia civil sp
  • lavagem de dinheiro

Crédito da apuração original: G1

Ler matéria completa em G1

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