
Hospital brasileiro passa a oferecer teste sanguíneo para identificar Alzheimer
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
O Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre (RS), passou a oferecer nesta quinta-feira (15) o primeiro exame de sangue no Brasil capaz de identificar marcadores biológicos do Alzheimer. Disponível na rede privada com custo estimado em cerca de R$ 3 mil, o procedimento dosa a proteína p-tau217, associada ao acúmulo de placas de beta-amiloide no cérebro. O teste é voltado exclusivamente a pessoas com mais de 50 anos que já apresentem sintomas e suspeita clínica, não sendo indicado para o rastreamento em indivíduos assintomáticos.
Como funciona o teste de sangue para Alzheimer
A tecnologia utiliza a plataforma automatizada Lumipulse, desenvolvida pela fabricante belga Fujirebio, que foi regularizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e é importada pela VR Medical. Segundo Eduardo Zimmer, head de pesquisa da Unidade de Neurociência do hospital, o exame apresenta sensibilidade e especificidade acima de 90%, com taxa de coincidência de até 94% em relação à análise do líquor. De 15% a 20% dos testes podem registrar resultados inconclusivos, exigindo investigação complementar por punção lombar ou exame de PET amiloide.
Vantagens do diagnóstico precoce da doença
Para o neurologista Renato Anghinah, professor da Faculdade de Medicina do ABC e da Universidade de São Paulo (USP), o principal benefício do método é ampliar o acesso ao diagnóstico por meio de uma coleta menos invasiva e mais econômica que os métodos tradicionais. A identificação nas fases iniciais permite a introdução de terapias com medicamentos como o donanemabe e o lecanemabe, capazes de desacelerar o avanço da enfermidade entre 20% e 30%. O resultado positivo, contudo, não substitui a avaliação clínica para confirmar o quadro de demência.
Disponibilidade do procedimento no SUS
A inclusão do teste no Sistema Único de Saúde (SUS) ainda não tem prazo para ocorrer. O Ministério da Saúde informou que a rede pública segue utilizando avaliações clínicas e exames de imagem e laboratoriais convencionais. A pasta esclareceu que não recebeu pedido de avaliação do teste pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), etapa obrigatória para que a tecnologia passe por estudos de custo-efetividade e possa ser ofertada na rede pública.
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Crédito da apuração original: G1
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