
Incêndios florestais provocam queda de 15% na atividade turística do Amazonas
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
O setor de turismo no Amazonas registrou recuo de 15% em agosto de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A retração reflete o avanço da fumaça de incêndios florestais e queimadas no estado, que provocou cancelamentos pontuais, adiamentos de passeios e diminuição na procura por viagens.
Impacto das queimadas e cancelamento de passeios
Segundo o vice-presidente da Cooperativa de Guias e Agentes de Turismo do Estado do Amazonas (Coopguiaturam), Jairo Félix, visitantes têm evitado atividades ao ar livre devido à poluição. O empresário e guia Mario Sergio de Jesus, que atua em cidades como Manaus, Presidente Figueiredo, Iranduba e Novo Airão, destacou que profissionais têm recorrido à divulgação de roteiros alternativos, como banhos de rio e cachoeiras, para amenizar os impactos da crise.
Piora na qualidade do ar e emergência nos municípios
A fumaça levou Manaus a apresentar a pior qualidade do ar do país, de acordo com o monitoramento da plataforma IQAir, resultando em suspensão de aulas e aumento nos atendimentos hospitalares. Entre 1º de setembro e 14 de outubro, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) contabilizou 5.365 focos de incêndio, número 195% superior ao de 2025. O quadro crítico, potencializado pela ação humana e pelos efeitos do fenômeno El Niño, motivou a decretação de situação de emergência em 36 municípios amazonenses.
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Crédito da apuração original: G1
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