
Intensificação do El Niño pode quebrar recordes e exige verba preventiva imediata
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A Organização das Nações Unidas alertou para a urgência de uma mobilização internacional diante do fortalecimento do El Niño, que pode atingir intensidade inédita até o fim do ano. A secretária-geral da Organização Meteorológica Mundial, Celeste Saulo, e o chefe humanitário da ONU, Tom Fletcher, pediram que governos e instituições financeiras liberem recursos preventivos antes da chegada de desastres para proteger populações vulneráveis contra secas, inundações, ondas de calor e perdas agrícolas.
Projeções indicam aquecimento inédito no Pacífico
Projeções da OMM indicam quase 100% de probabilidade de o fenômeno persistir ao menos até fevereiro de 2027, com pico previsto entre o fim de 2026 e o início de 2027. As águas superficiais do Pacífico equatorial podem atingir anomalias térmicas de até 3,8°C acima da média entre novembro e janeiro, superando o recorde histórico de 2015-2016 em um contexto já agravado pelo aquecimento global.
Mobilização internacional e ajuda humanitária
A estratégia de ação antecipada busca minimizar prejuízos nas áreas mais expostas da América Latina, da África, da Ásia e do Pacífico. Na região andina, governos articulam respostas coordenadas por meio do Comitê Andino para a Prevenção e Alerta de Desastres diante de eventos climáticos que ultrapassam fronteiras.
Ações preventivas na América Latina e no mundo
Paralelamente, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura e o Programa Mundial de Alimentos buscam financiamento para proteger quase nove milhões de pessoas em 22 países em risco crítico. A Organização Mundial da Saúde também reforçou a necessidade de preparar os sistemas sanitários para conter os impactos sobre a saúde pública.
Assuntos
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- secas e inundações
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- desastres naturais
Crédito da apuração original: G1
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