
Israel contesta concessão do Nobel da Paz para a jurista sul-africana Navi Pillay
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
O governo de Israel criticou a concessão do Prêmio Nobel da Paz 2026 à jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay, de 85 anos. O Ministério das Relações Exteriores israelense classificou a escolha como uma instrumentalização grotesca destinada a legitimar o preconceito anti-Israel, destacando que a magistrada presidiu a comissão da ONU que acusou o país de genocídio na Faixa de Gaza.
Reação do governo israelense
Anunciada em Oslo pelo Comitê Norueguês do Nobel, Pillay foi condecorada por sua coragem e dedicação na promoção da paz e do direito internacional ao longo de cinco décadas de carreira. O presidente do comitê, Jørgen Watne Frydnes, pontuou que a escolha é uma mensagem de fortalecimento às instituições multilaterais e ao Estado de Direito, diante de ataques globais ao sistema internacional.
Justificativa do Comitê Nobel e premiação
A jurista sul-africana tornou-se a 21ª mulher laureada entre 144 vencedores da história da premiação. Além da medalha, ela receberá 12 milhões de coroas suecas, valor equivalente a aproximadamente R$ 6 milhões. A indicação de Pillay prevaleceu entre 287 candidaturas registradas para a edição deste ano, que incluíam 208 pessoas e 79 organizações.
Trajetória jurídica e repercussão global
Pioneira no meio jurídico, Pillay iniciou sua trajetória enfrentando a segregação racial do Apartheid na África do Sul, período em que assegurou representação jurídica a Nelson Mandela. Mais tarde, foi nomeada por Mandela como a primeira juíza não branca da Suprema Corte sul-africana. Em âmbito internacional, presidiu o Tribunal Penal Internacional para Ruanda, atuou na Corte Internacional de Justiça e liderou o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos de 2008 a 2014.
A premiação de Pillay foi celebrada por lideranças jurídicas e chefes de Estado, recebendo felicitações do presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, de representantes do Tribunal Penal Internacional e do Alto Comissário da ONU para Direitos Humanos, Volker Turk, que definiu o resultado como uma vitória expressiva para os direitos humanos e a justiça global.
Assuntos
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Crédito da apuração original: G1
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