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Jovem se recupera de miastenia gravis e pesquisadores em SP preparam estudo com CAR-T

Jovem se recupera de miastenia gravis e pesquisadores em SP preparam estudo com CAR-T

G1há 23 d
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Resumo Rapidim · 16% do texto original

Diagnosticado aos 5 anos com miastenia gravis, o estudante Lucas Ortolani da Silva, de 12 anos, morador de Jardinópolis (SP), passou cerca de um ano sem conseguir abrir os olhos devido aos sintomas da doença autoimune. A condição clínica prejudica a transmissão de impulsos entre nervos e músculos, resultando em fraqueza muscular, fadiga severa e dificuldades motoras e de mastigação. A patologia afeta cerca de 12 a cada 100 mil pessoas e foi recentemente diagnosticada também no jornalista Alex Escobar.

Avanço da miastenia gravis e alta nas internações

No estado de São Paulo, as internações hospitalares decorrentes da enfermidade aumentaram 47% entre 2024 e 2025, passando de 296 para 436 ocorrências, segundo registros da Secretaria de Estado da Saúde. Diante das limitações dos tratamentos convencionais, o Hemocentro de Ribeirão Preto, em cooperação com a USP, Instituto Butantan e Fapesp, estrutura uma pesquisa clínica para avaliar o uso da terapia com células CAR-T em casos graves da doença.

Pesquisa inédita com terapia CAR-T em São Paulo

A técnica prevê a coleta de linfócitos T do próprio paciente, que são modificados geneticamente no Núcleo de Terapia Avançada de Ribeirão Preto (Nutera) para eliminar os linfócitos B, produtores dos anticorpos nocivos. De acordo com o hematologista Diego Villa Clé, a pesquisa já possui financiamento aprovado e aguarda a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e de comitês de ética para iniciar a aplicação em pacientes.

Diagnóstico precoce e recuperação do paciente

O diagnóstico de Lucas ocorreu após exames especializados conduzidos pelo neurologista Wilson Marques Júnior, motivados por sinais iniciais como pálpebra caída e visão turva decorrentes de um quadro viral anterior. Atualmente, o jovem não necessita mais de corticoides, utiliza doses reduzidas de imunossupressores e mantém uma rotina de desenvolvimento que combina suporte multidisciplinar de fisioterapia e psicologia com a prática de esportes como natação e caratê.

Assuntos

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Crédito da apuração original: G1

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