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Jovens tomam ruas de diversos países europeus contra crise no custo de vida

Jovens tomam ruas de diversos países europeus contra crise no custo de vida

G1há 3 h
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Uma onda de protestos liderada por jovens espalhou-se por cidades de toda a Europa, impulsionada pela insatisfação com a falta de perspectivas futuras, a precariedade da educação e a alta do custo de vida. Somente na França, mais de 300 mil pessoas saíram às ruas em um único sábado (31/10), com pelo menos 290 prisões registradas pelo Ministério do Interior. Atos com confrontos, saques e dispersão policial com canhões de água e gás lacrimogêneo também ocorreram na Alemanha, Bélgica e Itália.

Escalada de prisões e confrontos em capitais

Cobrindo mais de 1.600 quilômetros do continente — alcançando países como Espanha, Portugal, Grécia, Irlanda, Sérvia e Albânia —, as manifestações destacam-se pela forte adesão de menores de idade, que somaram mais da metade dos detidos em Barcelona. A mobilização tem sido impulsionada por redes sociais como TikTok e Instagram, além de conexões com movimentos estudantis internacionais, a exemplo do Partido do Povo Barata, na Índia.

Pautas variam entre moradia, educação e clima

As pautas variam conforme a região. Na França e na Grécia, os estudantes cobram melhorias na infraestrutura escolar, enquanto em Madri e Lisboa o foco principal recai sobre a crise habitacional e os preços exorbitantes dos aluguéis. Os jovens também manifestam receios quanto à crise climática e ao impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho. Paralelamente, jovens alinhados à direita, como apoiadores da francesa Marine Le Pen, priorizam debates sobre imigração e segurança.

Redes sociais e impacto da mobilização juvenil

Para Mark Leonard, do Conselho Europeu de Relações Exteriores, os protestos refletem uma sobreposição de crises sucessivas que aprofundam a polarização. Já a cientista política Nathalie Tocci destaca que o movimento comprova o engajamento juvenil por meio de mobilizações de rua. Em meio à instabilidade social, autoridades de segurança apontam a presença de oportunistas e grupos de esquerda radical em atos de violência urbana.

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Crédito da apuração original: G1

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