
Justiça condena ex-gestor de saúde por manter atendimentos privados durante o expediente
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O dentista Gustavo Mandrá Gualda, ex-coordenador de Saúde Bucal de Aparecida de Goiânia, foi condenado por improbidade administrativa pela Justiça de Goiás. A decisão estabelece que, entre janeiro de 2009 e março de 2018, ele registrava o ponto no serviço público e se ausentava em seguida para atender pacientes em seu consultório particular, localizado a cerca de 550 metros da Secretaria Municipal de Saúde.
Atendimentos privados durante o expediente
O juiz Eduardo Cardoso Gerhardt determinou a devolução dos valores proporcionais às horas não trabalhadas, além de proibir o réu de contratar com o poder público e de receber benefícios fiscais pelo período de quatro anos. Em juízo, testemunhas confirmaram as ausências rotineiras e o próprio dentista confessou que mantinha atendimentos privados durante o expediente para complementar a remuneração de R$ 4 mil, frente a uma pensão de R$ 4,5 mil.
Determinação judicial e penalidades
Apesar da condenação, a sentença afastou a qualificação de "servidor fantasma", reconhecendo que o profissional exerceu funções administrativas, fiscalizações e mutirões ao longo dos 108 meses do cargo comissionado. A defesa, conduzida pelo advogado Rodrigo Araújo do Prado, informou que recorrerá ao Tribunal de Justiça de Goiás.
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Crédito da apuração original: G1
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