
Justiça condena influenciadora por lavar verbas do narcotráfico em imóveis na capital
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Resumo Rapidim · 18% do texto original
A influenciadora Paula Simões, presa em setembro sob suspeita de ligação com a máfia italiana ’Ndrangheta, já havia sido condenada pela Justiça Federal por lavagem de dinheiro na compra de dois apartamentos em áreas nobres de São Paulo, avaliados em cerca de R$ 1,9 milhão. De acordo com o processo, os imóveis foram adquiridos em 2015 com valores provenientes do tráfico de drogas transnacional comandado por seu marido, Patrick Assisi.
Condenação e compra de imóveis de luxo
Investigações da Polícia Federal apontam que, após a prisão de Patrick e de seu pai, Nicola Assisi, em 2019, Paula assumiu a gestão operacional da quadrilha. Utilizando o codinome “Chanel” em aplicativos de mensagens criptografadas entre 2020 e 2021, ela coordenou remessas de cocaína para a Europa e negociou diretamente com fornecedores sul-americanos, incluindo Elton Leonel Rumich da Silva, conhecido como Galã e apontado como liderança do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Comando de remessas e conexão com facções
O esquema envolveu o advogado Patrick Raasch Cardoso na ocultação patrimonial e contato com presidiários, além de uma rede de doleiros liderada por Tharek Mourad Mourad. Essa estrutura movimentou mais de US$ 6 milhões por meio de transferências ilícitas via "dólar-cabo", direcionados ao custeio de carregamentos de entorpecentes — como o pagamento de US$ 1,47 milhão por 300 kg de cocaína —, repasses à máfia e despesas pessoais.
Esquema financeiro com doleiros e dólar-cabo
A Justiça determinou o sequestro dos bens e a perda de valores obtidos com locações. A defesa de Paula Simões nega a autoria dos crimes, sustentando que nenhuma droga foi encontrada com ela e que as acusações são ilações da polícia. Os advogados de Patrick Cardoso declararam que sua atuação se manteve dentro da legalidade.
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Crédito da apuração original: G1
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