
Justiça de Roraima requisita avaliação antropológica sobre assassinato em Uiramutã
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Resumo Rapidim · 17% do texto original
A Justiça de Roraima determinou a realização de um laudo antropológico no processo contra Erinel Clementino, de 63 anos, e seu filho Francinildo Clementino, de 25. Os dois indígenas foram presos preventivamente acusados de matar José da Silva Santana, de 25 anos, na comunidade Caracaranã, no município de Uiramutã.
Prisão preventiva e requisição de perícia cultural
Em depoimento, os suspeitos confessaram o crime e afirmaram ter assassinado a vítima por acreditarem que ela era o "canaimé", uma entidade maligna presente na crença indígena. O jovem foi atingido por um disparo de espingarda calibre .28 na cabeça, golpeado com foice e faca, decapitado e teve o corpo incendiado. Parte da ação foi registrada em vídeo e divulgada em redes sociais.
Alegação sobre entidade espiritual e investigações
O juiz plantonista da Vara Criminal de Pacaraima, Marcelo Batistela Moreira, converteu a prisão em flagrante em preventiva com base na violência e gravidade do caso. O magistrado requisitou a perícia antropológica para aprofundar o entendimento sobre a identidade, etnia e contexto cultural dos acusados, além de determinar a notificação da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e de lideranças da comunidade.
Pai e filho foram autuados pelo delegado Arthur França por homicídio triplamente qualificado por motivo fútil, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além de destruição e ocultação de cadáver e posse irregular de arma de fogo. A Polícia Civil continua as investigações para identificar eventuais outros participantes.
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Crédito da apuração original: G1
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