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Justiça de SP aceita denúncia contra influenciador por simular ação policial

Justiça de SP aceita denúncia contra influenciador por simular ação policial

G1há 12 d
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O influenciador digital e ex-candidato a deputado federal Hagara Espresola Ramos, conhecido como Hagara do Pão de Queijo, virou réu na Justiça de São Paulo pelos crimes de usurpação de função pública qualificada e constrangimento ilegal. A denúncia do Ministério Público foi aceita pela 4ª Vara Criminal de Ribeirão Preto.

Falsa operação e uso de viaturas com giroflex

O caso ocorreu na noite de 18 de junho, nas imediações do Estádio Santa Cruz, durante um evento musical. De acordo com a Promotoria, o influenciador simulou a atuação de um agente de segurança pública para coagir e intimidar guardadores de carros que cobravam valores de motoristas na rua. O grupo utilizou três veículos adesivados com o nome de uma empresa privada e equipados com giroflex de uso restrito a forças policiais.

Remoção de vídeos e apuração sobre milícia

Segundo a acusação, Hagara vestia um colete tático, mandou flanelinhas colocarem as mãos na parede, rasgou vestimentas de um dos trabalhadores e exigiu a devolução de quantias aos motoristas. As abordagens foram filmadas e publicadas na internet para alavancar a imagem pública do influenciador perante o eleitorado.

O que diz a defesa do influenciador

O juiz Lúcio Alberto Eneas da Silva Ferreira determinou que as plataformas Instagram, Facebook e TikTok removam os vídeos no prazo de 48 horas. Outras quatro pessoas também se tornaram rés por participação nos atos, enquanto o proprietário da firma de segurança responderá por falso testemunho. A apuração sobre possível formação de milícia privada tramitará em procedimento apartado na Delegacia de Investigações Gerais.

A defesa de Hagara declarou que o cliente não cometeu qualquer ilegalidade e que atendeu a pedidos de populares que relataram ameaças na região. Em interrogatório, o influenciador alegou que utilizava um colete de uso recreativo, negou agressões físicas e afirmou ter acionado a Polícia Militar para intervir na ocorrência.

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Crédito da apuração original: G1

Ler matéria completa em G1

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