
Laboratório subterrâneo nos EUA investigará neutrinos com tecnologia brasileira
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Resumo Rapidim · 17% do texto original
Cavernas situadas a 1,6 quilômetro de profundidade na cidade de Lead, no estado norte-americano de Dakota do Sul, estão sendo preparadas para abrigar o Projeto Dune. O megaprojeto internacional de física de partículas tem como objetivo investigar a origem e a evolução do universo por meio do estudo de neutrinos, partículas subatômicas conhecidas pela difícil detecção. A profundidade do laboratório é fundamental para barrar a radiação cósmica da superfície e evitar interferências nos registros.
Estrutura subterrânea e o Projeto Dune
Com escavações concluídas em agosto de 2024, o experimento analisará um feixe de neutrinos gerado em um acelerador no Fermilab, próximo a Chicago, que viajará cerca de 1,3 mil quilômetros através da Terra. O estudo busca esclarecer mistérios como a predominância da matéria sobre a antimatéria após o Big Bang, além de captar neutrinos decorrentes de explosões de estrelas.
Tecnologias brasileiras no consórcio
A ciência brasileira desempenha papel fundamental no projeto com duas tecnologias desenvolvidas sob a liderança da Unicamp: um sistema de purificação de argônio líquido — do qual cada detector conterá cerca de 17 mil toneladas — e o dispositivo X-Arapuca, projetado para capturar sinais de luz gerados pela interação dos neutrinos com o elemento.
Investimentos globais e nacionais na pesquisa
Orçado em aproximadamente R$ 20 bilhões, o consórcio global reúne mais de 200 instituições de 35 países. O investimento do Brasil soma cerca de R$ 200 milhões, viabilizados por financiamentos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
Assuntos
- neutrinos
- projeto dune
- física de partículas
- unicamp
- ciência brasileira
- fermilab
- big bang
- x-arapuca
Crédito da apuração original: G1
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