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Líder de terreiro é preso na Zona Sul de São Paulo suspeito de cometer abusos sexuais

Líder de terreiro é preso na Zona Sul de São Paulo suspeito de cometer abusos sexuais

G1há 3 h
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A Polícia Civil de São Paulo prendeu temporariamente o pai de santo Ailton Ribeiro da Silva, de 64 anos, acusado de cometer crimes sexuais contra frequentadores do Templo Espírita de Umbanda Caboclo Tatuy de Oxóssi, situado no bairro Jardim Ipê, região do Capão Redondo, na Zona Sul da capital. O centro religioso tem cerca de 30 anos de atuação e possui filiais em diversas cidades e no Uruguai.

Relatos de fiéis e atuação durante rituais

As investigações apontam que o sacerdote aproveitava rituais individuais para tocar as partes íntimas de fiéis masculinos enquanto alegava estar incorporado por entidades espirituais. Segundo os depoimentos, quando era questionado sobre as condutas durante os atendimentos, Silva dizia que os atos integravam o trabalho espiritual ou afirmava posteriormente não se recordar das ações.

Investigação policial e crimes apurados

Até o momento, dez vítimas formalizaram queixas contra o religioso em delegacias paulistas. Entre os relatos, um homem narrou ter sido abusado e descobriu que seus dois filhos, com 14 anos na época, também foram alvos do sacerdote. Um dos jovens relatou tentativas de beijo e convites para dormir na mesma cama em um terreiro em Itapecerica da Serra. Outro frequentador, de 34 anos, que atuava como mentor no templo, também denunciou toques forçados em salas isoladas.

Prisão temporária e desdobramentos

O delegado Antonio Giovanni, do 37° Distrito Policial (Campo Limpo), solicitou a prisão temporária de 30 dias. A autoridade policial informou que Ailton Ribeiro da Silva é investigado por estupro de vulnerável, cometido contra vítimas menores de idade, violação sexual mediante fraude e importunação sexual. Mandados de busca e apreensão também foram cumpridos para recolher documentos e equipamentos.

A defesa do religioso informou que irá se manifestar exclusivamente nos autos do processo. A Polícia Civil apura o caso e trabalha com a hipótese de que novas vítimas prestem depoimento após a prisão do investigado.

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Crédito da apuração original: G1

Ler matéria completa em G1

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