
Líder em votos no DF, Fábio Felix não consegue puxar aliados para a Câmara
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Resumo Rapidim · 17% do texto original
Apesar de ter sido o candidato a deputado federal mais votado no Distrito Federal, com 224.224 votos, Fábio Felix (PSOL) não conseguiu eleger nenhum colega da federação PSOL-Rede para a Câmara dos Deputados. O resultado decorre das regras do sistema proporcional, que exigem que cada candidato alcance uma votação nominal mínima de 10% do quociente eleitoral para assumir uma cadeira.
Como a cláusula individual barrou novas vagas do PSOL
No Distrito Federal, onde o quociente eleitoral foi de 207.382 votos para a divisão de oito vagas, era necessário obter ao menos 20.738 votos próprios. Como a segunda mais votada da chapa, Enfermeira Karine, obteve 4.336 votos, a federação perdeu a vaga adicional gerada pelo excedente de Felix na fase de distribuição das sobras.
Distribuição de votos fortaleceu PL, PT e MDB no DF
Por outro lado, partidos que distribuíram melhor os votos ampliaram suas bancadas. O PL obteve 448.883 votos e conquistou três cadeiras, incluindo Alberto Fraga, com 118.579 votos, e Izalci Lucas, eleito por média com 88.056 votos. A federação PT-PV-PCdoB garantiu duas vagas com Agnelo Queiroz (43.542) e Reginaldo Veras (43.179). Pelo MDB, Rafael Prudente recebeu 119.427 votos e ficou com o único mandato da legenda.
Impacto das regras proporcionais em outros estados
O fenômeno também se repetiu em outros estados. Em São Paulo, a expressiva votação de Erika Hilton (PSOL) não ampliou a bancada além de seis cadeiras devido à falta de candidatos que atingissem a cláusula individual. Em contraste, em Minas Gerais, a votação de Nikolas Ferreira permitiu ao PL eleger 21 parlamentares federais aptos no cálculo das médias.
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Crédito da apuração original: G1
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