
Líderes da Câmara articulam PEC para adotar modelo eleitoral distrital misto
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Resumo Rapidim · 15% do texto original
Líderes da Câmara dos Deputados e presidentes de partidos articulam uma Proposta de Emenda à Constituição para instituir o sistema distrital misto na eleição de deputados federais. A iniciativa, encabeçada pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), busca conter a perda de espaço do centro após o crescimento do Partido Liberal (PL), que atingiu 121 das 513 cadeiras no pleito de 2026, enquanto o Centrão perdeu 22 vagas em relação a 2022.
Como funciona a proposta do voto distrital misto
A proposta, que deve ter como relator o deputado Domingos Neto (PSD-CE), estabelece que metade dos parlamentares seja eleita pelos mais votados dentro de distritos locais e a outra metade por meio de listas fechadas indicadas pelos partidos. Defensores do modelo, como Gilberto Kassab (PSD) e Ciro Nogueira (PP), afirmam que a medida barateia as campanhas e aproxima os eleitos da população. Por outro lado, o PL rejeita a mudança, o PT mantém cautela e parlamentares do PSOL e do Novo apontam riscos à diversidade e à segurança regional.
Divisão partidária e reações no Congresso
O diálogo para viabilizar o texto inclui o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), com a meta de aprovar a matéria ainda em 2026. O plano em debate prevê uma transição para as regras eleitorais em 2030, que pode adotar provisoriamente o modelo majoritário do "distritão", com a implementação definitiva do sistema distrital misto prevista para as eleições de 2034.
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Crédito da apuração original: G1
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