
Lula e Flávio Bolsonaro apresentam visões econômicas distintas em planos de governo
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Os planos de governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência da República apresentam visões econômicas distintas sobre o papel do Estado, mercado de trabalho, tributação e assistência social. Enquanto o petista foca na ampliação da renda e no fortalecimento das políticas públicas, o senador do PL prioriza o equilíbrio fiscal, o corte de tributos e a desoneração de custos empresariais.
Mercado de trabalho e direitos trabalhistas
Na área trabalhista, Lula propõe manter a valorização do salário mínimo com aumentos reais acima da inflação, a isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 5 mil e a regulamentação do trabalho em plataformas digitais. O plano também defendia a redução da jornada para 40 horas semanais e o fim da escala 6x1, pauta promulgada pelo Congresso após voto favorável de Flávio no Senado.
Propostas para pequenos negócios e tributação
Por sua vez, Flávio Bolsonaro defende horários flexíveis, a prevalência do negociado sobre o legislado e a redução dos encargos de contratação para incentivar vagas com carteira assinada, especialmente para jovens e pessoas com mais de 50 anos. No campo tributário, o candidato do PL sugere redimensionar a reforma tributária para reduzir os impostos incidentes sobre o consumo e a produção.
Educação, assistência social e equilíbrio fiscal
Para os pequenos empresários, Lula destaca o acesso facilitado a crédito e a sanção da lei que perdoou dívidas de microempreendedores individuais (MEIs) e ampliou o teto de faturamento da categoria. Já Flávio propõe a criação do programa Minha Primeira Empresa, com capacitação pelo Sistema S, além da ampliação de medidas da Lei de Liberdade Econômica para simplificar registros e licenças.
Na educação e nos benefícios sociais, Lula pretende expandir programas de assistência estudantil, como o Pé-de-Meia, e manter o Farmácia Popular. Flávio planeja remodelar o financiamento estudantil para cobrança proporcional apenas após o ingresso no mercado de trabalho, além de realizar uma reforma administrativa e intensificar ações antifraude no INSS e programas sociais.
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Crédito da apuração original: G1
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