
Marcelo Aguiar do PL é investigado após disparo de arma de fogo em bar de São Paulo
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Resumo Rapidim · 15% do texto original
O gabinete do deputado estadual Marcelo Aguiar (PL) afirmou que o parlamentar estava sob efeito de medicamentos fortes, que provocaram reação adversa, ao se envolver em uma confusão no bar Santo, no Itaim Bibi, Zona Sul de São Paulo. Durante o episódio, ocorrido no domingo, uma pistola Glock calibre .380 disparou no local e atingiu de raspão o pé do apresentador da TV Globo Fred Bruno.
Versão da defesa e depoimento à polícia
O parlamentar, de 53 anos, precisou ser amparado por policiais militares para conseguir ficar de pé e foi levado à delegacia. A assessoria do deputado negou que ele tenha sido preso, afirmando que ele apenas prestou depoimento e foi liberado. O flagrante não foi formalizado devido à imunidade parlamentar. À Polícia Civil, Aguiar declarou ter passado mal em decorrência dos remédios e alegou que eventual disparo partindo de sua arma teria ocorrido de forma acidental.
Relato de testemunhas e investigação do disparo
Testemunhas e o relatório da Polícia Militar, por outro lado, apontam que o deputado apresentava sinais evidentes de embriaguez e importunava mulheres no estabelecimento. A confusão teve início quando amigos de uma frequentadora foram tirar satisfações sobre a abordagem. A Polícia Civil investiga se o tiro foi acidental, ocorrido no momento em que Aguiar caiu durante o confronto, ou intencional, hipótese registrada no boletim militar como uma tentativa de autodefesa.
Uso de placas oficiais e Conselho de Ética da Alesp
A arma de Aguiar, que tem porte legalizado, foi apreendida para perícia balística. A polícia também identificou que o veículo utilizado pelo deputado estava estacionado com placas oficiais da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), embora o automóvel não conste nos registros oficiais da Casa.
Em razão dos acontecimentos, a Alesp informou que Marcelo Aguiar será investigado pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. A apuração atende a um pedido de abertura de processo disciplinar formalizado pelas deputadas Ediane Maria e Monica Seixas, ambas do PSOL.
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Crédito da apuração original: G1
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