
Margem Equatorial na costa do Amapá pode conter 10 bilhões de barris de petróleo
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
O litoral do Amapá tornou-se o centro das atenções do setor energético após a Petrobras anunciar três descobertas sucessivas de petróleo no poço Morpho, situado no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas. A área integra a Margem Equatorial, uma faixa marítima de 2,2 mil quilômetros que se estende do Rio Grande do Norte ao Amapá e é dividida em cinco bacias sedimentares.
Potencial comparado ao Pré-sal e novos investimentos
Apontada por analistas como um novo Pré-sal, a Bacia da Foz do Amazonas guarda semelhanças geológicas com a costa da Guiana e pode conter até 10 bilhões de barris de óleo leve recuperáveis, segundo a Empresa de Pesquisa Energética e o Ministério de Minas e Energia. Para repor reservas nacionais diante do declínio produtivo previsto para o Sudeste a partir de 2030, a Petrobras planeja investir entre US$ 2,5 bilhões e US$ 3 bilhões em pesquisas na região até o fim desta década.
Desafios ambientais e licenciamento com o Ibama
Apesar da expectativa de arrecadação de royalties para o Amapá, a atividade enfrenta complexos desafios socioambientais. O licenciamento junto ao Ibama exige planos detalhados de emergência e contenção de vazamentos devido a fortes correntes marítimas, à distância da costa e à presença do Grande Sistema de Recifes da Amazônia e de manguezais. A Petrobras processa os dados geológicos obtidos no poço Morpho para atestar a viabilidade econômica do campo antes de solicitar licenças para a instalação de plataformas comerciais.
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Crédito da apuração original: G1
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