
Medicamento oral contra câncer de pulmão avançado controla doença por sete anos
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Resumo Rapidim · 17% do texto original
Um estudo recente revelou um resultado inédito no tratamento do câncer de pulmão avançado: 55% dos pacientes tratados com o medicamento de uso diário lorlatinibe permaneceram vivos e sem progressão da doença após sete anos de acompanhamento. O avanço ganha relevância diante do impacto do câncer de pulmão, tumor que mais mata homens e mulheres no Brasil, somando 31.237 mortes por ano, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA).
Eficácia do lorlatinibe contra o câncer de pulmão
O lorlatinibe é uma terapia-alvo indicada para pacientes cujo tumor apresenta uma mutação genética específica, o rearranjo no gene ALK, presente em 3% a 7% dos casos do tipo mais comum da doença. Desenvolvido para interromper os sinais de multiplicação tumoral e superar resistências, o remédio tem a capacidade de atravessar a barreira hematoencefálica, combatendo metástases cerebrais que atingem entre 25% e 40% dos pacientes. A paciente Paula Piteri, diagnosticada aos 38 anos, utiliza o fármaco após uma recidiva e destaca o ganho em perspectiva de vida.
Ação contra metástases e efeitos colaterais
Conforme o oncologista Gustavo Schvartsman, do Hospital Sírio-Libanês, a taxa de 55% de controle em sete anos supera amplamente a quimioterapia tradicional e os inibidores de gerações anteriores. Todavia, o oncologista Stephen Stefani e o pesquisador Matheus Henrique Dias ressaltam que 45% dos indivíduos não obtêm resposta e apontam os efeitos colaterais: 52% apresentam manifestações no sistema nervoso central e 77% sofrem eventos adversos severos de grau 3 ou 4.
Desafios de acesso e custo no sistema de saúde
O tratamento enfrenta barreiras como a carência de diagnóstico molecular e o elevado custo financeiro. Cotado em cerca de R$ 37 mil ao mês — alcançando R$ 3,1 milhões ao longo de sete anos —, o remédio é assegurado por planos de saúde através do rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), mas foi rejeitado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) para fornecimento pelo SUS.
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Crédito da apuração original: G1
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