
Menino de 4 anos do interior de SP integra Mensa e domina cálculos complexos
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
Gabriel Francisco Novaes, de 4 anos e morador de Tapiraí, no interior de São Paulo, tem chamado a atenção por realizar operações matemáticas complexas, como potenciação e cálculo de raiz quadrada. O menino, diagnosticado com Quociente de Inteligência (QI) de 132 e aceito na Mensa International quando tinha 3 anos, também apresenta familiaridade com sete idiomas diferentes, incluindo grego, russo, armênio, inglês e a Língua Brasileira de Sinais (Libras).
Altas habilidades e domínio de múltiplos idiomas
Apesar das altas habilidades, a família precisou adiar o plano de mudar-se para Sorocaba, onde pretendia matriculá-lo em uma instituição especializada para alunos superdotados. A mãe do garoto, a professora de ensino fundamental Kelidy Novaes, explicou que a permanência em Tapiraí decorre de limitações financeiras, da ausência de bolsas de estudo e do cumprimento de seu estágio probatório no trabalho, previsto para ser concluído em 2028.
Desafios e rotina escolar na rede pública
Gabriel continua matriculado em uma escola pública regular. Segundo a família, a rotina auxiliou expressivamente no processo de socialização da criança, que superou a resistência inicial com o auxílio de professores e psicólogos. No ambiente escolar, o menino interage com outras crianças e ajuda colegas de classe em tarefas básicas, como aprender a escrever os próprios nomes, além de demonstrar interesse recente pelo uso de figuras de linguagem, como a ironia.
Como funciona a identificação da superdotação
Para suprir o que a grade curricular padrão não consegue oferecer, a mãe estimula o raciocínio lógico, a leitura e a pesquisa científica em casa. Em contrapartida, o pai assume o papel de conduzir atividades recreativas e esportivas, como soltar pipa, jogar futebol e andar de bicicleta, garantindo o equilíbrio emocional e a vivência típica da infância.
De acordo com a Mensa Brasil, a identificação formal da superdotação baseia-se em parâmetros definidos pelo Ministério da Educação e exige ampla investigação clínica. O processo avaliativo inclui testes neuropsicológicos, análise detalhada sobre a gestação e o histórico de desenvolvimento, além da observação de traços como vocabulário avançado, curiosidade aguçada e rapidez de aprendizagem.
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Crédito da apuração original: G1
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