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Metrô de SP registra quase 700 mil viagens na madrugada de fim de semana

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G1há 12 d
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Desde dezembro de 2025, quatro das 15 linhas da rede de transporte sobre trilhos de São Paulo — 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e o monotrilho 15-Prata — operam de forma ininterrupta de sábado para domingo. O projeto experimental, administrado pelo Metrô, teve sua vigência estendida até 31 de janeiro de 2027. Dados oficiais apontam que a operação acumulou 696 mil embarques entre dezembro e outubro, mantendo média de 15,8 mil passageiros por noite. Uma pesquisa da companhia revela que 66% dos usuários são homens de 18 a 34 anos, sendo 72% das viagens voltadas ao lazer e 27% ao trabalho.

Perfil dos passageiros e movimentação nas estações

A estação Palmeiras-Barra Funda lidera a circulação com aproximadamente 88 mil embarques, impulsionada por casas de eventos como o Nubank Parque e o Espaço Unimed. A Linha 3-Vermelha responde por metade dos acessos noturnos da capital e abriga seis das dez paradas mais procuradas. A movimentação também alterou a rotina comercial das estações, permitindo que estabelecimentos de alimentação estendam o expediente até as 2h.

Economia para o lazer e trabalhadores da noite

O transporte na madrugada beneficia tanto o público da vida boêmia paulistana quanto trabalhadores que atuam em eventos noturnos, como a bombeira civil Edcleide Gomes, e entregadores de aplicativo. Para esses passageiros, a rede metroviária evita custos elevados com corridas por transporte de aplicativo, que chegam a ultrapassar R$ 200 nas madrugadas de fim de semana.

Gargalos na integração com trens metropolitanos

Apesar dos avanços, a integração ainda encontra gargalos nas linhas concedidas à iniciativa privada e nos trens metropolitanos, como as linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 10-Turquesa, 11-Coral e 4-Amarela, cujas operações iniciam apenas às 4h40. Sem opções imediatas de conexão, passageiros como a trabalhadora Greice Alves e o atendente Matias Porto precisam aguardar por horas no chão das estações para conseguir retornar para a Grande São Paulo ou regiões periféricas da cidade.

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Crédito da apuração original: G1

Ler matéria completa em G1

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