
Microrganismos do peixe-boi têm potencial para gerar biocombustíveis e remédios
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
Um estudo do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), publicado na revista Nature Microbiology, revelou enzimas inéditas no intestino do peixe-boi. As substâncias possuem alto potencial para aplicações biotecnológicas na produção de biocombustíveis, bioinsumos agrícolas e medicamentos.
Descoberta de microrganismos inéditos no CNPEM
A pesquisa analisou o microbioma intestinal de 47 peixes-boi-amazônicos e marinhos, catalogando mais de 6 mil genomas bacterianos. O levantamento revelou que mais da metade das bactérias e cerca de 80% dos vírus identificados eram totalmente desconhecidos pela ciência.
Degradação de fibras e potencial para a indústria
Os microrganismos atuam de forma cooperativa para degradar fibras vegetais complexas e metabolizar compostos derivados da lignina, superando um dos principais obstáculos para o aproveitamento industrial da biomassa. Os cientistas também identificaram enzimas capazes de processar a epilactose, carboidrato inacessível à maioria das bactérias conhecidas. A equipe planeja agora caracterizar essas enzimas para acelerar o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis para a indústria e a saúde.
Assuntos
- peixe-boi
- biocombustíveis
- microbioma intestinal
- cnpem
- bioinsumos
- biotecnologia
- lignina
- biomassa
Crédito da apuração original: G1
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