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Microrganismos do peixe-boi têm potencial para gerar biocombustíveis e remédios

Microrganismos do peixe-boi têm potencial para gerar biocombustíveis e remédios

G1há 1 h
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Um estudo do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), publicado na revista Nature Microbiology, revelou enzimas inéditas no intestino do peixe-boi. As substâncias possuem alto potencial para aplicações biotecnológicas na produção de biocombustíveis, bioinsumos agrícolas e medicamentos.

Descoberta de microrganismos inéditos no CNPEM

A pesquisa analisou o microbioma intestinal de 47 peixes-boi-amazônicos e marinhos, catalogando mais de 6 mil genomas bacterianos. O levantamento revelou que mais da metade das bactérias e cerca de 80% dos vírus identificados eram totalmente desconhecidos pela ciência.

Degradação de fibras e potencial para a indústria

Os microrganismos atuam de forma cooperativa para degradar fibras vegetais complexas e metabolizar compostos derivados da lignina, superando um dos principais obstáculos para o aproveitamento industrial da biomassa. Os cientistas também identificaram enzimas capazes de processar a epilactose, carboidrato inacessível à maioria das bactérias conhecidas. A equipe planeja agora caracterizar essas enzimas para acelerar o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis para a indústria e a saúde.

Assuntos

  • peixe-boi
  • biocombustíveis
  • microbioma intestinal
  • cnpem
  • bioinsumos
  • biotecnologia
  • lignina
  • biomassa

Crédito da apuração original: G1

Ler matéria completa em G1

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